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07 indícios de dinâmicas sistêmicas de Perda, Culpa e Inocência

31/12/2018

Quando perdemos a ilusão narcísica de que controlamos algo, ganhamos a dimensão da nossa impotência. Desde a perda de um celular, de um prazo ou um grande amor lidamos diretamente com o apego. Nossas expectativas geram idealizações e isso traz uma falsa segurança.

O ter não modifica o valor do ser e preencher vazios da alma com objetos, sucessos ou pessoas não emana uma frequência harmônica, não traz equilíbrio. É tudo sobre você e suas questões, assim você escolhe olhar para dentro ou não, repetir padrões ou não, buscar autoconhecimento ou continuar resistindo.

Observe possíveis dinâmicas sistêmicas de culpa e inocência em sua vida:

1. Você sempre se sente vítima?
2. Você se faz de vítima?
3. Você sente-se agressor?
4. Você esconde seu lado agressor?
5. Você quer fazer justiça?
6. Você quer salvar os outros?
7. Você quer que os outros te salvem?

Somos seres relacionais. Quando não temos consciência sobre nossas sombras, não estamos livres para o outro, somente para nosso ego, competindo conosco mesmo. As máscaras caem e o mundo te confirma o que você esconde. Nas relações o dar e tomar nunca supre suas necessidades de compensação e você entra em um jogo alternado entre culpa e inocência.
O dar e o tomar
As relações humanas começam com o dar e o tomar. Do mesmo modo, começam também nossas experiências de culpa e inocência, pois quem dá tem também direito de reivindicar, e quem toma se sente obrigado.

A reivindicação
A reivindicação de um lado e a obrigação, de outro, constituem para toda relação o modelo básico de culpa e inocência. Esse modelo está a serviço da troca entre o dar e o tomar. Aqueles que dão e aqueles que tomam não descansam até que se chegue a um equilíbrio. Isto significa que aquele que toma tem que ter uma chance de dar e aquele que dá tem igualmente a obrigação de tomar.
Culpa como obrigação
Culpa experimentada como obrigação, e inocência como alívio e reivindicação, estão a serviço da troca. Com essa troca em curso nos consolidamos e nos unimos positivamente. Esse tipo de culpa e inocência é, entretanto, uma boa culpa e uma boa inocência. Aí nos sentimos em ordem, no controle e nos sentimos bem. Bert Hellinger – Amor do Espírito.
Vergonha, raiva, medo, culpa são emoções e sentimentos comuns a rejeição, abandono, traição. Temos falado muito sobre isso em nosso blog e a razão está ligada a como o ser humano constrói seus significados, como nós funcionamos, como moldamos nossos modelos mentais a partir do que sentimos, pois os resultados são nossos comportamentos.

E se buscamos uma mudança comportamental em nossa vida ou um olhar sistêmico para os conflitos de nossos clientes, passaremos pelo aprendizado da autogestão de nossas emoções. Além disso, é fundamental buscarmos a origem de nossos emaranhamentos em nossa ancestralidade.

Por isso, o advogado sistêmico possui um outro nível de consciência, ele sabe que as leis da vida o conduzem e acolhe o autoconhecimento como caminho pessoal e profissional.
Aquilo que nos pertence
Existem coisas más ou pesadas que nos pertencem como um destino pessoal: por exemplo, uma doença hereditária, circunstâncias traumáticas de nossa infância ou uma culpa pessoal. Quando concordamos com o que é pesado e o incorporamos à realização de nossa vida, isso se torna para nós uma fonte de força. Quando, porém, nos rebelamos contra esse destino, por exemplo, contra um ferimento de guerra, ele rouba a força de nosso destino. O mesmo vale para a culpa pessoal e suas consequências.

Aquilo que não nos pertence
Nos sistemas familiares é comum que uma outra pessoa assuma o destino rejeitado ou a culpa recusada por alguém. Isso tem efeitos duplamente nefastos. Um destino alheio ou uma culpa alheia não nos dão força, pois somente nosso próprio destino e a nossa própria culpa são capazes disso. Contudo, a pessoa cujo destino ou cuja culpa assumimos fica enfraquecida, pois dessa forma o seu destino e a sua culpa também perdem sua força para ela. Bert Hellinger – Amor do Espírito.

Siga o seu destino e acolha a sua culpa, não enrede outros e nem crie emaranhados às novas gerações. Disso, depende olhar e agir.

 

Por Marcella Santos


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